domingo, 28 de novembro de 2010

Momentos!

Felicidade é momentos?


Pois eu...


Dancei, pulei, gritei!
Por um momento esqueci o mundo


E curtir a vida
Bailei , paquerei, suei.

Ao som da banda seway.

Formigas, forminguinhas

Quando eu era uma molequinha, gostava de ir ao sítio dos meus pais, brincar de pesquisar insetos.
Um dia estava eu a seguir uma trilha de formiga, elas andavam rápido carregando nas costas folhas do pé de laranjeira.
Algumas se mostravam mais fortes e carregavam pedaços maiores.
Puxa! Toda hora caia! Ao invés de carregar o mesmo voltava pra o pé de laranja.
Bom eu tentei ajudá-las cortando em pedaços menores a sua colheita. Para minha surpresa elas renegaram a minha ajuda.
Acho que além de trabalhadeiras são orgulhosas e desconfiadas.
Se criassem um programa tipo "bolsa família das formigas" com certeza elas renegaria a esmola.

Pois a Bíblia diz: "Bom seria que todos fossem como as formigas pois todas são trabalhadoras, unidas, e não fere os seus irmãos."

Hoje estou invocada!

Minha avô fui lavar no rio deixou para cuidar da casa e da menina mais nova Maria José; minha tia Domingas,Minha mãe Alda, e tia Auréa.
cada qual fez a sua tarefa a de tia Auréa era varrer o terreiro da casa. Minha mãe encheu os potes, tinha Domingas fez o almoço e cuidou da menina e tia Auréa queria que elas fizessem a sua tarefa porque ela queria brincar.
Discutiram muito e chegaram a conclusão que não iam fazer.
Ela então se invocou, e começou a jogar panela no terreiro, derramou a água dos potes e gritava:
Hoje estou invocada! Ninguém mexa comigo! Hoje eu estou invocada!
Para seu azar minha vô veio em casa buscar sabão pois o boi tinha comido o seu. Vendo aquela confusão se escondeu.
E ela continuou a se invocar! Tia Domingas disse Alda vamos bater nela pra ela desinvolcar.
Minha mãe disse: _ Eu não!
Meu avô entrou de surpresa e perguntou:
_Minha filha você está invocada é? _Pois agora eu vou lhe desinvocar.
Quebrou três cipós de goiabeira nas costas da titia e ainda fez ela fazer sua tarefa e refazer tudo que desfez.
Essa foi a unica vez que ela baixou o santo, nunca mais se invocou.

Destino de um lobisomem

Eram dois homens que moravam no povoado de Piranji, município de Jandaíra-ba eles gostavam de ir a feira do antigo barracão hoje Rio-Real denominado e emancipado.
Contou-me um deles que a viagem era arriscada mais dali eles tiravam o pão na venda da farinha que passavam a semana a fazer e um ano para colher.
O amigo Eutimo era muito medroso, mesmo assim enfrentava aquela estrada medrosamente.
Cada qual em seu animal saia a galopar, o caminho percorrido era de uma boa distância eles tinham que pará para descansar e se alimentar.
Um dia eles saíram de casa já tarde... Umas seis horas da noite, pois a última fornada de farinha demorou a sair naquela sexta-feira.
Era noite de quaresma, mesmo temerosos precisava ir para garantir o sustento dos bacuris, Joaquim tinha 12 filhos menores e Eutimo 16.
Justo no determinado lugar que paravam para descansar e dá água aos animais...
Estava em baixo da árvore um trem feio, parecia o satanás.
Eutimo disse misericórdia e logo se ajoelhou conheceu que era um lobisomem e as unhas no chão enfiou. Joaquim puxou o facão e o bicho enfrentou, foi uma luta tremenda mais, ele não recuou.
Já sabendo ele que isso podia acontecer carregava uma agulha virgem pra o encanto desfazer.
Os animais a essa altura ninguém via mais o rastro, Eutimo de olho fechado conseguiu acender um facho.
Sem demora e sem temer Joaquim não pacarejou enfiou a agulha no bicho que deu um pulo e relinchou.
O bicho se transformou em seu Asceno castanho, vizinho e inimigo de Joaquim, pois os dois moravam no mesmo lugar.
Eutimo abriu o olho e viu o conhecido nu, foi logo lhe dizendo: É você seu Cram unhão quase me matou de susto, ai se sofre do coração.
Asceno envergonhado daquela situação agradeceu ao inimigo Joaquim por ter lhe livrado daquela sina tão ruim que trazia desde pequeno. Pois ele era o 7º filho o homem que a sua mãe deu a luz.
Vestiu roupa de Eutimo que lhe cabia muito bem e ajudou os dois na caça dos animais, se tornou uma pessoa melhor todo mundo ali notava, agora era um homem prestimoso que ajudava a todos, brincava com a criançada sem resmungar com a moçada.
Seu destino ruim graça as Deus teve fim. E a valentia de Joaquim que ao monstro enfrentou trazendo de volta um homem de bom coração e valor.

Birra!

Desde pequena eu tinha mania de birra, quando queria uma coisa tinha que conseguir. Agora já estava ficando mocinha, por volta dos treze anos de idade, magra, alta e estranha, assim era eu.
Já era quase noite, e eu queria muito ir buscar o armário no sítio, ninguém queria ir comigo.
Sem muito conversa puxei meu carro, modo de falar, fui sozinha da rua ao sítio em busca do armário.
Eu tinha que levar naquele dia, era uma velha "quistaleira" que já estava sem os vidros.
A tarde já caia para a noite, e era época de quaresma, mais a vontade de satisfazer o meu ego era maior que o medo. Era um pouco pesado, então: estudei uma maneira de trazer-lo.
Tirei o fundo e entrei dentro dele e fiz minha trilha de volta, hora parando para descansar.
Me recordo que já chegando na rua em uma ladeira eu parei para suspirar, vinha um homem montado a cavalo a uma certa distancia.
Quando eu resolvi seguir meu rumo que passei por ele, sentir que ele tomou um grande susto e disse:
_Valei-me meu Deus! O que é isso?
Dito isso, saiu em disparada em seu cavalo! Quase que eu não chegava mais em casa. Eu ria que chegava a me dar dor de barriga.
Quando finalmente eu cheguei que contei o acontecido, todos riram gostosa mente! Alguém indagou:
_Já pensou... Se esse homem tivesse armado, teria atirado em você pensando ser um lobisomem!
Foi a primeira vez que pude ter medo daquela situação, mais já tinha satisfaz ido o meu ego!
E graças a Deus nada havia me acontecido.

caso de polícia.

Naquela cidade, todo mundo tem medo de Túlio ele é um policial linha dura, não gosta de nada errado.
Bandido com ele não tem vida longa!
Um dia ele estava fazendo a ronda diária, quando ouviu uns gritos:
_ Socorro! Socorro me acudam!
Ele não conversou montou em seu cavalo e seguiu os sons dos gritos, era uma casa de construção antiga parecia um labirinto.
Ele estudou uma forma de entrar pelo telhado pois as portas estavam trancadas, mas os gritos continuavam:
_Socorro! Por favor me solte! Não faça isso comigo!
Ele imaginou que o marido maltratava a mulher, não tinha outra explicação já que as portas estavam trancadas. Com muita dificuldade subiu no telhado foi uma luta o telhado era bem feito teve que entrar pela chaminé igual a papai noel.
Como eu havia dito antes a casa parecia um labirinto ele precisava se situar para descobrir onde se encontrava a mulher em apuros.
Depois de uma rápida observação descobriu que vinha de uma das portas de um longo corredor. Então sacou o seu revolver e como um gato caçando um rato foi a procura dos gritos de desespero.
Justo quando ele chegou lá o bandido pulava por uma alta janela e fugia.
No quarto havia uma jovem senhora amarrada com lençóis toda ensangüentada com aparência de estupro, o policial olhou para ela com aquele olhar de vai ficar tudo bem, e pulou a janela em busca do miliante. Ligou para a delegacia para pedir socorro pra senhora e continuou a perseguir o sacrapanta.
Para ele era uma questão de honra botar as mãos naquele moleque maldito.
O rapaz corria igual a mula de padre rasgando mato a dentro, mais Túlio e seu cavalo estava no encalhe dele.
Dos olhos do policial saia faísca de ódio pois aquela jovem Senhora era a viúva de um grande amigo seu, a quem ele tinha muita estima, só não sabia como ela tinha ido pará ali.
Era uma moça que se dava ao respeito, o próprio policial a desposaria se não tivesse feito uma promessa ao amigo de cuidar da moça.
Após algumas horas já cansado e vendo que o policial não desistiria o miliante se rendeu a caçada.
Para desespero do mesmo o policial amarrou-o pela cintura e e fez ele fazer todo percurso de volta ao galope do seu cavalo sendo que aqui acolá ele caia pedindo clemência.
Mais para Túlio era assim que deveria ser tratado um estuprador sem dó nem piedade.
Ao entrar na cidade todos batiam palmas para mais um ato de heroísmo daquele justiceiro homem.
Na delegacia ele ficou sabendo que Anne não tinha sido estuprada pois o moleque percebeu a presença do policial, relatou a vitima,mais contou que ele ainda lhe molestou além de espancar-la.
Mais o policial estava intrigado queria saber como ela teria parado ali naquele lugar:
_ O que fazia ali moça? Você sabe que ali é perigoso? Que é refugio de miliantes?
Ela baixou a cabeça e disse: Eu fui até lá com a intenção de encontra-lo.
Ele ficou nervoso e surpreso com a resposta mais permaneceu sério e interrogando.
_ Me encontrar pra que? Por que não veio aqui? Seria mais fácil não?
Ela lhe relatou que sempre ficava de longe admirando a sua pessoa pois descobriu que ele ia até ali todas as tardes, para ela ver-lo de longe era um consolo já que o amava em silêncio.
Aquela confissão a fez soltar um choro preso!
Ele não sabia dos sentimentos da moça e ficou atordoado pois ele também a amava em segredo, então aproximou-se dela e a abraçou dizendo:
_oh! minha bebe! Eu vou cuidar de você.
Ele a tomou nos braços e a beijou com doçura e paixão. Os dois casaram e foram felizes até que a morte os separe.

Um dia desses sonhei...

Que lavava roupas em um riacho!
Lá sentir que o céu escurecia em plena meio dia, fiquei desesperada e corri em busca de abrigo.
Mas, precisei voltar para pegar as roupas que não eram minhas, ao voltar!
Ai! Que medo!Ai!
Vi descer do céu uma nuvem de morcegos vermelhos que ficaram voando ao meu redor,me mostrando os dentes.
Eu catava a roupa na água morrendo de medo de ser atacada por eles.
Quando dei por mim, todos estavam me comendo e pra meu desespero não saia sangue só carne.
Mergulhei no rio foi quando eles fugiram.
O impressionante era que não ardia, não doia.
Juntei tudo que pude e me preparei para ir embora. Foi quando apareceu uma formiga tipo minhoca que entrou no nervo do meu pé,na mesma hora fiquei aleijada.
Acordei com um grito!
Tudo estava bem!
Que bom que só foi um sonho.

Mulher teimosa!

Certo marido não agüentava mais a teimosia e burrice da mulher que tinha.
Todos os lugares que ele ia, ela queria ir também.
Um dia ele chegou a casa e disse:
_Mulher vou caçar!
Ela logo disse que ia também, depois de muito enjoar ele disse:
_Está bem! Serre a porta e venha.
Ele saiu e nada dela vim,pensou então que ela havia desistido e achou aquilo muito bom. Mas quando ele menos esperava chegou ela com a porta na cabeça.
Ele ficou injuriado e reclamou:
_Mulher peste! serrar a porta e encostar, já que você trouxe vai levar para eu fazer dela o jirau de espera.
E assim ele fez da porta um belo jirau de espera, a mulher também subiu, porque por ali passava muitas onças famintas.
Alta hora da noite passou por lá dois ladrões de banco e acharam de se sentarem bem abaixo da espera. João percebeu que algo estava errado, pois os dois tinham armas e sacos de dinheiro. Então pediu a mulher para ficar na quietude.
Os dois ladrões abaixo estavam muito felizes com o assalto, mas, também estavam muito cansados, com sede com fome.
A mulher do João já não agüentava mais prender o xi xi e disse:
_Marido eu vou urinar!
Os ladrões achavam que estavam sendo abençoados e caia água do céu, aproveitaram para matar a sede.
Achando pouco ela também deu uma grande dor de barriga e despejou o barro ali mesmo, os bestas dos ladrões achavam que era manjá dos céus e mataram a fome.
Um deles disse: _Deus está sendo tão bom com a gente, só faltava agora nos dá um pedaço do céu.
Com a inquietação da moça a porta soltou e lá vem caindo.
Os ladrões com medo saíram correndo deixando para trás parte do dinheiro e do ouro o que fez de João um homem muito rico.

Mico ou não?

Eu e uma amiga
Passamos toda uma semana
Fazendo curso de teatro
No Liceu de Artes e ofícios
Em Salvadora Bahia.

A semana foi bem extensa
Tínhamos aula das 7:oo h às
21h00 todos os dias.

No sábado no 6º dia
Após todas as apresentações
Houve uma grande culminância.

O que nos levou a ir até mais tarde
Com um belo forró pé de serra.

Eu estava muito cansada
Pois ainda tinha que descer pra lapa
Pegar um ônibus e ir pra o cabula
E minha amiga não queria ir
Então me fui sem ela.

Larguei toda a maravilha da festa.
Ao chegar à ladeira da entrada na lapa
Dei-me de frente com um hotelzinho
Parei, entrei e perguntei:
Quanto é pra pernoitar ai?
O recepcionista me deu o preço
Eu simplesmente peguei a chave
E fui pra o quarto, tomar um banho.

Mais o hotelzinho era muito estranho
Tinha nome de hotel
Mais na verdade era um motel
Sintonizei um canal na televisão
E tentei dormir
Aos pavorosos sons de sussurros
Que vinha dos quartos.

Minha amiga me ligou
Perguntando onde eu estava
Pois ela tinha chegado e eu não estava
Quando eu disse onde estava
Ela riu e disse:
Menina ai é um motel
Você está mesmo sozinha?
Até hoje ela não acredita nisso.
Mas, sim eu estava sozinha.
Na manhã seguinte acordei
Tomei um belo banho
E o café da manhã
Que acompanhava a diária.

Mais sair com tanta vergonha
Que esqueci o celular.
Voltei e lá estava ele
Guardado na recepção.

O que não faz o cansaço
Ouvi coisas naquela noite
Que nunca pensei que ouviria
E jamais esquecerei
Desse mico que paguei.

Hoje tenho conhecimento que a criação do Motel tinha a intenção de gerar pernoite em grandes rodovias, para descanso nas viagens, por isso que o pica pau do desenho sempre dorme em motel, e a palavra Motel vem da junção de Hotel+Motel.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Poema: Não brinque com meus sentimentos.

Não quero chorá!
Não quero sofrer!

Você é cheio de mistério
Nunca soube amar
Quer me humilhar?

Não! Eu não vou deixar
Para de me cercar
Eu não vou te querer!
Pra viver um momento.

Já conheço a tua fama
Não vou me enganar
Não vou me envolver


Para de me dizer!
Que tudo pode ser diferente
Só porque é comigo
Não vou cair nessa
Estou sentindo o cheiro de perigo!

Não quero amor bandido
Quero um amor escolhido
Por aquele que deu seu filho
Para  morrer em meu lugar

É num amor assim que eu vou merguhar
Mesmo que tenha que esperar
O dia marcado por Deus
Breve chegará.

domingo, 21 de novembro de 2010

Conto: Lágrimas...

I



A tarde caia para o crepúsculo da noite, sem saber o que fazer Beta resolveu se refugiar na casa da vizinha, sua verdadeira amiga, que mesmo impossibilitada cuidou dos ferimentos,da menina.
Para Sandra aquilo era um absurdo ela bramava raivosamente: _ Se aqui fosse outro lugar ela não faria isso com você, é um absurdo isso!
As dores eram tremendas, o nariz havia sido quebrado e escorria sangue sem parar, o pescoço estava todo rascunhado de unha.
Depois de algum tempo o sangue havia estancado e as feridas ardiam menos que antes.
Na rua a mãe de Beta gritava por ela dizendo coisas feias, jogando um mar de pragas:_Onde está aquela imprestável! Oh menina sei jeito! Merece morrer! A morte não ver uma coisa daquela!
A vizinha empurrou sua cadeira de rodas com dificuldades até a calçada e tentou contornar a situação.
_ O que aconteceu? _ O que fez a menina?
A mãe de Beta com olhos faiscando de raiva respondeu:_ Deixei aquela imprestável em casa e ela passou toda a tarde brincando, não fez nada direito,ainda me disseram que ela foi tomar banho no rio, pode isso?
_Olha brincar ela brincou vizinha, mais antes fez alguma coisa dentro de casa, depois ficou aqui com algumas coleguinhas, não saiu de jeito nenhum isso é mentira.
A velha rabugenta não ficou convencida pois via Sandra como uma protetora de Beta e começou a gritar novamente.
_ Onde ela está! Ou Beta! Ou Beta!
A vizinha pensou: _Devia deixar ela ai preocupada, mais vou dizer onde a menina está, vizinha! Beta chegou aqui sangrando muito eu cuidei dela, limpei os ferimentos e ela adormeceu, não se preocupe que ela já esta bem, quando acordar mando ela pra casa.
A vizinha rabugenta enguliu em seco e respondeu: _ Tudo bem Sandra!

II

Era estranho! Como uma mãe poderia tratar tão mal a sua própria filha, alguém que ela botou no mundo.Dizia as más línguas que tudo isso era fruto de um amor frustrado, Dona Márcia Márcia quando ainda muito jovem, foi trabalhar em Salvador como babá, lá se apaixonou-se perdida mente pelo pai de Beta.
Isso aconteceu no ano de 1965, onde a hipocrisia era tremendamente assustadora.
Os pais do rapaz não aceitava o relacionamento, pois a moça era pobre e sem formação. Enquanto o filho era um recém formado em engenharia, tinha que casa-se com uma moça do mesmo padrão.
Por obra do destino Márcia teve uma repentina gravidez, era uma moça ingenuamente chucra e José Motta era seu primeiro namorado.
Quando ele sobe da situação se afastou da moça por ordem dos seus amáveis pais. Ele sofria com tudo aquilo mais precisava continuar entre família, não se via morando no subúrbio sem dinheiro, passando necessidade então propôs a amada, fazer um aborto, e assim acabaria com aquela situação de uma vez por todas.
Márcia por ingenuidade e amor aceitou a devida proposta do amado, juntos foram a uma clinica fazer o absurdo dos absurdos.
Lá chegando ela se preparou para fazer o combinado, tirou a roupa e deitou-se em uma cama em uma saleta isolada, assustada sentia-se tonta parecia que ali era o seu fim. Ao ver uma aparelhagem enorme na mão do médico começou a tremer e conseqüentemente a gritar, chorar: _ Me tire daqui josé! Eu não vou fazer isso! Não!Não! Não!
O médico não insistiu em concretizar o trabalho já que a moça era contra, então devolveu o dinheiro do rapaz. Ele tinha ódio da situação, pensava que tudo acabaria ali, mais não ela tinha que da pra traz.
Com a maior ignorância começou a esbravejar com ela:
_ E agora o que você vai fazer? Eu não quero esse filho, você vai criar sozinha, você bem que deveria ter acabado com isso e a gente ficava junto numa boa! vou vender o meu carro te da o dinheiro e você vai sumir da minha vida, não quero que meu pai me dizerdes.
As lágrimas de Márcia descia lhe a face, mais ele parecia não se importar com isso.
Após algumas semanas ele conseguiu vender o carro e como havia prometido lhe entregou todo o dinheiro, mandando ela sumir da sua frente, daquela cidade e nunca contasse com ele para nada, melhor que esquecesse que ele existia, e podia fazer o que quisesse com aquela criança que ele pouco se importava.
Márcia chorava com as palavras, jamais esperou que de um lindo amor restaria apenas ódio e rancor, ligou para uma amiga em São Paulo e dirigiu-se pra lá.
A viagem parecia uma eternidade mais enfim chegara ao fim, na rodoviária a sua amiga Morá lhe esperava ansiosa.

III
Naquela grande cidade ela tentou sobreviver, mesmo com a barriga crescendo ela conseguiu um emprego de arrumadeira na casa de um casal, a quem ela se afetuou grandiosamente.
Aquele casal parecia dois anjos em sua vida, fez questão de fazer
todas as compras do bebê. Obviamente eles se tornaram os padrinhos da menina.
Ana a madrinha, tratava Beta como se fosse uma bonequinha, dava banho, trocava roupa e o padrinho assim que chegava do trabalho procurava logo saber da princesa da casa.
A vida ali, pra menina era uma boa era amada como ninguém, crescia na mordomia. Um dia porém sua mãe uma carta recebeu seus irmãos lhe avisava que precisava voltar, pois sua mãe estava agonizando doente preste a morrer.
Os padrinhos ficaram triste, queriam a menina criar, mais a mãe não queria deixar para trás sua semente do amor.
Viajou para Alagoas para junto da família, esteve com sua mãe que por um ano sofreu, morreu e deixou a neta que ainda amou com carinho, fez um pedido a filha:
_ Nunca maltrate ela, eu te peço por favor, parto com muita dor.
A velha partiu de uma dessa pra melhor a filha logo casou com fazendeiro da região teve mais seis filhos dois homens e quatro mulheres que amava com devoção.
Mais o seu casamento no fundo era um tormento, pois faltava amor e por mais que ela fizesse para esquecer sua paixão, não conseguia parecia maldição. A menina crescia e cada vez mais parecia com o pai que a renegou. Era impresionante que todo amor que ela sentia pela filha agora se transformara em ódio. Não aguentava olhar pra guria sem lembrar do amor de sua vida ou seja do pai da Beta.
Isso explicava o que aquela mãe fazia com a filha! Pensou Sandra...

IV

Após algumas horas de sono Beta acordou com o rosto todo inflamado, Sandra a aconselhou ir pra casa ela disse:
_ olha amiga eu estou cansada desta vida e resolvi colocar um fim nisso tudo, assim que eu estiver com uma oportunidade nas mãos eu irei fugir daqui você vai ver amiga.
A amiga engoliu em seco e disse:
_Menina procure ter juízo! pra onde você iria? O mundo é muito cruel eu sei o que falo, pois se estou hoje em uma cadeira de rodas é porque fui empurrada de um ônibus em plena avenida em Aracaju, por um bando de mole cotes bêbados. O mundo é assim meu amor! eu tenho medo que você se vá e aconteça alguma coisa com você.
_ Nada pode ser pior que os mal tratos da minha mãe amiga, ela disse que eu não presto que sou igual ao meu pai, eu vou embora! Já sei que meu pai mora em salvador eu vou pra lá...Vou procurar ele, eu vou achar.
Nada que fosse dito fazia aquela menina mudar de rumo, ela precisava ir, ser livre, mesmo que para isso tivesse que passar por algum apuro. Planejou tudo para sua partida, não tinha dinheiro tinha que contar com a sorte. Os conselhos da amiga já estava tirando sua coragem, já sentia até medo daquelas histórias mais mesmo tendo que enfrentar um batalhão de problemas mudaria seu destino, por que aquilo não era vida.
Sandra já estava com olho grosso de chorar, por mais que implorasse Beta não queria mais ficar ali, tentou com palavras fazer-la desistir: _ Por que você não espera terminar os estudos? Só falta um ano não é? Para você terminar o segundo grau e fazer o vestibular que tanto quer.
Mais aquela moça tinha motivo de sobra para deixar o seu sonho de ser enfermeira de lado.
_ Estou levando transferência ! Assim que me instalar procuro uma vaga por lá.
Naquele dia a menina trabalhou o dobro do que costumava trabalhar, de fiozinho foi arrumando suas coisas.

V
Não demorou muito, e chegou perto da sua casa um caminhão que fazia entrega de mercadorias, todas as sextas a tarde, quando já estava a ponto de o caminhão se retirar Beta subiu e se escondeu embaixo de umas lonas no fundo do carroçaria ali fechou os olhos com força com medo de ser descoberta.
Durante horas ficou ali escondida trêmula de medo, suava frio, não sabia qual era o seu destino. Sentiu que o carro parava seu corpo esquio tremia, alguém subiu na carroçaria mexeu em algumas cordas bem perto dela só escutou alguém falar:
_ Quer as lonas também?
Naquele momento Beta achava que ia morrer, seu coração batia fortemente acelerado.
_Não deixe as lonas, elas são minhas só quero as cordas pra entregar a Luís.
Ela respirou fundo e ficou ali quieta, esperando uma oportunidade para escapar dali.
Não demorou muito e o carro começou a funcionar, após algumas quadras parou de novo de frente a um bar, todos os homens desceram para beber. Vendo que surgia uma chance de escapar dali sem ser vista ela finalmente saiu devagar de debaixo da lona com sua pequena mochila nas costas e deu um pulo de gato para fora, se escondendo atrás de uma arvore para respirar melhor
Ficou ali intacta sem se mexer por quase uma hora, depois saiu sem destino pelas ruas da cidade. Cansada de caminhar sentou-se em uma calçada para descansar.Sua cabeça parecia que ia estourar eram muitas as lembranças ruins. Sem esperar adormeceu ali mesmo!

VI

_Ai! ai! ai!
Gritou a menina com medo, sentiu que alguém lhe tocava nos ombros e saiu correndo sem olhar para traz.
Correu o quanto pode...Sentia que alguém a seguia, mais não aguentava mais correr e parou exausta em frente a um hospital. Mesmo com medo olhou para traz e não havia mais ninguém, seja lá quem fosse desistiu de seguir-la, precisava tomar mais cuidado, lembrou do que a amiga Sandra havia lhe falado sobre cidade grande. Resolveu então passar a noite ali em frente do hospital, em pensar melhor no que ia fazer no dia seguinte.
Adormeceu ali mesmo, acordou com o baralho do apito das fábricas, assustada assustada com aquele novo som que nunca havia escutado antes. E agora pra onde irei se perguntava?
Andou quase todo o dia, a fome gritava dentro dela, lembrou que Sandra havia posto em sua mochila algum tipo de comida dentro de uma bolsinha de pano amarrada pela boca, sentou-se na praça escondida das pessoas e matou ali quem estava preste a lhe matar "a fome". Os dias se passavam e Beta ficava na rua, já se sentia suja, estava magra de passar fome, não se habituava aquela vida desagradável lembrava dos conselhos da vizinha pensava:
_ É ela tinha razão a vida aqui não é fácil, tenho que me esconder todas as noites naquele banheiro interditado para não ser apanhada por algum malandro. _ Estou cansada dessa vida!
A vida da Sandra não era mais a mesma, ela sonhava todas as noites com a menina, a mãe se arrependeu de tudo que fez com a filha, procurou por todo canto, mais não encontrava.
Cansada de ser taxada pelas pessoas do seu lugar, se refugiou em sua casa, agora andava triste. Como se por obra do destino caiu em sua casa um avião, matando toda a familia, ela não morreu por que estava na delegacia procurando noticia da filha. Isso foi a gota d água para Márcia, aos poucos ela foi se degradando e morreu de tristeza.
Beta não sabia de nada que acontecia na sua casa, ia fazer 15 anos e não tinha ninguém para lhe desejar um feliz aniversário. A vizinha além de ser impossibilitada não sabia onde achar a menina, então só restava a ela rezar e rezar.

VII

Estava ficando difícil a vida daquela garota, ali ela nunca encontraria seu pai a cidade era imensa para uma pessoa sem recurso algum. Sem muita esperança ela resolveu partir daquela cidade para são paulo quem sabe lá não estaria a sua sorte, tinha feito amizade com uma bailarina de circo e junto com eles pegou estrada. O circo era muito pobre, muitas vezes eles passaram fome, fazia muito frio. Em um espetaculo Beta encontrou uma menininha, que como ela não tinha destino. Ela cuidou da garotinha, lhe contou historia e até a pois pra dormir. O espetaculo acabou e nada de ninguém ninguém anunciar o desaparecimento da criança, Beta já estava se desespewrando:
_O que vou fazer para cuidar de uma criança?
_ Não pode ser!
Depois que todo mundo havia ido embora dava para perceber uma familia que morava perto dali em desespero, parecia que procura alguém e Beta aproximou-se e perguntou:
_O que procuram?
Uma moça respondeu:
_Minha filha sumiu daqui da calçada, brincava aqui e sumiu. Ela percebeu que aqueles seriam os familiares daquela bonequinha que estava no circo perdida e disse: _Apareceu uma menininha lá no circo e ainda está lá dormindo agora, pensei que fosse de alguma familia que assistia o shoow.Levou a mãe até a garota que reconheceu a mamãe assim que acordou para a tranqüilidade de Beta, a mãe da criança ficou tremendamente agradecida.

VIII

A garotinha ficou super amiga de Beta,mal acordava já queria que a mãezinha fosse chamar-la. Os dias foram passando e o elo entre as duas se fortalecia, mais o dia do circo partir se aproximava rapidamente
entristecia Beta saber que teria que partir dali desde que conheceu a garotinha sua vida havia mudado muito, agora andava limpa, cheirosa e alimentada, aquela criança parecia ser seu anjo da guarda. Dona Julia percebia o bem que aquela moça fazia a sua filhinha, pois ela era meia triste desde que o pai tinha sido transferido pra São Paulo. Então resolveu convidar a moça para ser babá da sua filha.
_Quando Beta recebeu o convite, ficou maravilhada, pois no momento tudo que ela queria era paz e sossego.
Logo ela começou a estudar, estava vivendo uma vida maravilhosa
parecia até um sonho.
Com a cabeça no lugar resolveu escrever para a mãe e a amiga, depois de dois anos não havia mais rancor em seu coração.
Contou a amiga tudo que havia vivido e como havia se defendido, também falou da sua nova vida de como estava feliz, estudando para fazer vestibular para enfermagem. A carta logo teve resposta que por sinal era muito ruim, contava o detalhe do acidente do avião e também da tristeza e morte da sua mãe e como se não bastasse diziam na carta que sua amiga estava entre a vida e a morte. Ela chorou muito ao ler a carta, como podia ter acontecido tanta miséria? As lágrimas rolavam em seu rosto apesar de tudo ela amava a familia e a amiga lembrava dos seus irmãos tão pequenos e chorava ainda mais.
Como podia tudo isso ter acontecido? se perguntava sem parar, se preparou e viajou para sua cidade quem sabe não encontraria sua amiga ainda com vida. Com grande tristeza se despediu daquela familia tão adorada e partiu, para dar o ultimo adeus a Sandra.
Parecia passar um filme na sua mente, seu sofrimento naquele lugar tinha sido tremendo, mais precisava voltar ao passado.
Comprou a passagem e aguardou no desembarque a hora de partir, sentia um frio na espinha:
_ O que espera por mim?
Ela tinha muitas perguntas sem respostas, muitos anseios e tristeza, mais não podia fugir da realidade, precisava ser corajosa e ir de encontro ao seu destino. Finalmente chegou a hora de partir sua volta era muito diferente da sua partida, lembrou daquele dia que sofreu atrás da carroçaria do caminhão.
Depois de oito anos até a estrada era diferente, tentou adormecer, fechou os olhos mais as lembranças gritavam dentro de si.
IX
A viagem parecia uma eternidade, mais enfim o ônibus chegou na cidade de Alagoas,e Beta foi direto ao hospital ver sua estimada amiga Sandra. Foi até a recepção e perguntou por Sandra Alencar uma jovem enfermeira a levou até o quarto de nº 29. A enfermeira passou para Beta que o quadro da moça agora era bem melhor, que ela tinha evoluido muito depois que recebeu uma determinada carta a qual eu mesma li para ela e respostei.Cheia de felicidade Beta abraçou a moça e disse:
_ Sou eu quem mandou a carta!
_É mesmo, puxa eu sinto muito por sua família, e fico feliz por ter vindo visitar sua grande admiradora.
As duas entraram juntas no quarto,Sandra ja estava bem melhor, reconheceu Beta assim que ela entrou e abriu um sorriso. O dia foi pouco para conversarem, em menos de uma semana Sandra recebeu alta e Beta a levou para casa.
Era a primeira vez, que ela voltava a aquele lugar,parecia que o tempo não tinha passado, pois tudo era igual menos sua casa que agora estava destruída com a queda do avião. Era impressionante como nada acontecera a casa da Sandra parecia até um castigo a sua mãe. Ali ela chorou o quanto pode, muita gente se aproximou para dar uma palavra de consolo, umas das pessoas que ali estava gritou:
_ Pelo menos você ficou rica menina! pois a indenização que está no banco a sua espera é muito grande!
Beta respondeu friamente:
Trocaria ela por eles de volta! _ Dinheiro não substitui pessoas, não compra sentimentos!
Aos poucos as pessoas foram se retirando, Beta chorou o quanto pode depois voltou para casa de Sandra ver se ela tinha acordado.
Sim ela tinha acordado, as duas conversaram sobre o dia do acidente, Sandra também explicou sobe a indenização que estava no Banco a espera de Beta, a unica herdeira da familia. Passou para ela todas as documentações.No outro dia Beta colocou venda em tudo que a familia havia deixado, pois queria ir logo embora daquele lugar, levando sua amiga. Não demorou muito e logo vendeu tudo por um preço razoável, até a casa da amiga fora vendida.


X
Assim que resolveu tudo! Beta foi a estação rodoviária e comprou as passagens para São Paulo. Juntas as duas partiram para uma nova vida! A viagem foi tranquila, chegando lá se instalaram em um hotel até comprarem uma casa para viverem. Dinheiro agora não era problema para a moça, pois a indenização que recebeu, sabendo administrar viveria bem o resto da vida. Sandra já dava alguns passos depois de um ano de fisioterapia as duas choravam de emoção. Tudo era tranqüilo na vida de Beta! Infelizmente ela nunca encontrou o pai, fez o vestibular que tanto queria e passou em 1º lugar, as lagrimas descia na sua face de tanta felicidade, parecia um sonho pois depois de tanto sofrimento ela agora era muito, muito feliz.

Filhos

Mesmo que um dia o sol nasça pra ti
e você não esuqeça de mim
Estarei eu!
Torcendo por seu sucesso, enfim
Pois amo vocês dois do fundo do meu coração
E assim será!
Pra sempre eu vou amar Paulo Henrique e Paulo Rodrigo
Jóias que Deus me deu.

Palavra amiga!

.É uma das melhores coisas, para quem se encontra num lamaçal de dor!

Poema: Que o destino traga pra mim!

Só mais uma vez!
O amor que tanto amei!
E que um dia por orgulho
Deixei que se fosse...

E agora fico a lembrar!

Dos dias que nos amamos
Como dois namorados
Dormindo entrelaçados
completamente apaixonados.

Mas acordo desse sonho
Percebo que nunca vivi
Esse amor é inventao.

Que país é esse?

É o país que amamos
Que tem grade homogeneidade
Muitas diferenças...
Aqui todos temos direitos & deveres.


Direitos:
Falar e ouvir
Concordar e discordar
Escolher e rejeitar
Amar e odiar.


Ir e vim
Comprar e vender
Mas acima de tudo
Temos o dever de respeitar
O outro como pessoa.


Nasci em São Paulo
Mas, cresci no nordeste
Uma terra de gente boa
Gente que amo e me encanto.

Nordestino é guerreiro
inteligente e capaz
Conhece seu poder de escolha
Não deve ser criticado por isso.


Gente que acorda cedo
Pra estudar/trabalhar
E a noite deita e dorme
Em sã consciência a sonhar.



Gente que não se julga melhor
Nem tão pouco pior
É uma gente diferente
Que sonha com a igualdade
Quer o melhor para todos.


Não tem medo do perigo
Acolhe a todos como irmãos
Vai em busca de melhoras
Sabe defender seu pão.



Na cidade é forasteiro
Tachado pelo seu sotaque
Porém não está nem ai
Por que sabe seus valores
O valor da sua cultura
Não estar em sua fala
Está na sua história
Sua garra e memória.


Esse povo já sofreu
Agora pode sorri
Pois o país é de todos
Cada qual com sua história
Construindo a cidadania
Para aqueles que ainda virão


Um país que conquistou
O direito de votar
Crescendo segue seu rumo
Sua estrela a brilhar
País de ordem e progresso
Que temos que acreditar
E aos poucos
Cada dia mais brilhar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Meu jeito de ser!

Sou uma pessoa comum!
Eu busco a perfeição pois sou imperfeita!
As vezes sou dura demais comigo mesma, pois tem coisa que não consigo mudar.
Ah! se eu pudesse mudar o meu jeito de ser!
Seria uma pessoa menos tímida, menos desconfiada.
Não queria ter medo da morte, nem das cenas sangrentas da televisão.
Queria ser menos emotiva!
Deixar de chorar por tudo.
Só nunca quero deixar de ser humana, quero ter sempre!
E pra sempre! Essa capacidade de perdoar, de persistir nos meus ideais até o fim.
Por que é essa fé!
Que me move pra vida!
Mesmo que eu erre!
Eu nunca vou desistir de tentar ser feliz.

Mentiras...

A mentira é uma máscara imbecil, que empobrece a dignidade do ser.
Que muitas vezes prejudica um inocente, ou deixa em tristeza muitas vitimas a penar.
Quanta gente inocente já não chorou?
Mais a história mentirosa é tão bem criada que todas as evidencias é real.
Mentir é mascará a verdade trazendo muitas vezes tempestade.
Não é por um acaso que está escrito no livro sagrado "Os mentirosos não herdarão o reino do céus"

Se tentar-mos

Entender as aberrações do mundo
O futuro é uma camisa de força.

São muitos os dilemas
Coisa qua não mais tem jeito
Gente matando gente
Sem o menor respeito.

Pedofilos abusando das criançinhas
Sem a menor punição
Mata-se os inocentes
Ficam soltos os valentes
Para ameaçar a cidadania
Que sonha com dias melhores.

Então jamais entenderemos
As aberações do mundo
E se tentarmos
O futuro é a loucura
Não posso mudar o mundo.

Meu mundo!

O desejo de ver a felicidade florir em nosso mundo...
É tão grande!
Que as vezes destruímos o mundo idealizado de alguém.
E assim estaremos então contribuindo para nossa própria infelicidade.
Pois ninguém é feliz, se a consciência está suja.
Meu mundo pode ser diferente do seu, mas não sou melhor nem pior que você.

Tão pouco desejo te fazer mal
Por que pra minha estrela brilhar!
Não preciso apagar a sua...
Juntas brilharemos mais fortes.

Não desisto!

Por mais que a solidão queira me castigar
Eu nunca vou deixar me derrotar.

Porque eu sou brasileira e não desisto nunca
De um dia encontrar o meu amor
A minha metade encontrarei.

Mesmo que para isso
Tenha que renascer
Eperarei meu amor
Serei feliz
No Sonho que viverei
Quando então adormecer.
Na escuridão da noite
Em meus sonhos irei te amar.

Repetência

Meus queridos colegas
Que aquí faz a educação
Detectei em meu projeto
As causas da repetição


Tive que levantar
Um dado quantitativo
Para saber a causa
De tanta reprovação
Que parece até maldição.


Em Jandaíra/Ba
Bem lá na zona rural
Canalizei um dado
Que me fez cair na real.

Refletir
Pra valer
Sobre os principais problemas
Embora estivesse na cara
Pois os fatores
São dilemas.

Vou-lhes mostrar
As causas sem restrições
Sem tabu.


Os país acordam bem cedo
E vão logo para a lida
Levam com sigo
Seus filhos
Fica em casa a mãe querida.

Deixam de ir a escola
Os pobres menino então
Perdendo aula
Eles ficam
Mais atrasados na lição.

É essa a causa
De tanta repetição
Esses alunos pouco aprende
Não tendo
Uma boa
Alfabetização.

Ficam dispreparados
Para enfrentar o mundo
Mal sabem ler, escrever
Em pleno século XXI
Precisamos fazer alguma coisa
Para mudar esse fator
Pois educação para todos
É a lei quem determina.


Juntos vamos buscar
Uma melhor solução
Pois somos educadores
Nós formamos opiniões
Os alunos são
O futuro da nação
Precisam acreditar nisso
E estudar com paixão

As cinco moças donzelas

Vivia em ponte feliz
Um senhor bem respeitado
Tinha ele cinco filhas
Lindas moças donzelas
As curvas bem torneadas
Mas ninguém!
Colocava os olhos nelas.

O senhor era muito rico
Tinha posse pra danar
E as filhas moravam no porão
Embora cheia de regalias
Cada qual com uma empregada
Quase nada elas faziam
Só cuidavam da beleza
Mas,as moças muito sofriam.


Pois o sonho do velho
Era pra lá de maluco
Queria ele que as filhas
Casassem apenas com príncipes.

Imagine...
Em pleno século XXI
Acreditava o tolo
Que havia príncipes encantado
Em alguns sapos cururus.

E todas as manhãs
Era de prache levar
Um sapo para cada filha
Beijar e desencantar.

Mas, nada acontecia
E o tempo a passar
As moças já estavam cansadas
Elas queriam casar.

Elas criaram uma estratégia
Com a ajuda das criadas
Trazer ao porão um moço bonito
Para cada uma delas
E quando beijassem o sapo
Apareciam os rapazes
Para assim casar com elas.

Deram dormideira ao velho
E saíram a paquerar
Cada qual com uma máscara
Para o povo não avistar
E assim escolheram seus maridos
Que entraram escondidos
Para o velho não notar.

E quando o velho acordou
Logo de manhazinha
Preparou os cinco sapos
Um para cada filha
Ele botava tanta fé
Que de nervoso tremia.


Uma filha disse:_ papai!
Não é melhor sair um pouquinho
Quem sabe não é isso!
Que empata acontecer
De o feitiço desfazer.

O velho tolo se foi
E assim que ele saiu
Elas trancaram os sapos
E soltaram os namorados
Todos nus!
Gritaram então em bravura.

_Papai! papai! papai!

O pai veio correndo
E ficou desesperado
Tirou dali os príncipes
E deu lhes roupa decente
Depois fez o casamento
Deixando as filhas contentes
Que passaram ter uma vida normal
No meio de toda gente
Guardando aquele segredo
Acho que pra todo sempre.
Trabalho apresentado em culminância do encontro de capacitação continuada de professores de Indiaroba /SE.

A Professora Edna
Venho lhe pedi licença
Para agora nós falar-mos
Escute com atenção
Essa nossa falação
Somos a turma da E J A
Todos juntos em ação.



Queremos te agradecer
Pela sua atenção
Aprendemos com tigo
Nunca tenha dúvida disso
Você é especial
Falo com convicção.

Você foi mediadora
Nisso pode apostar
Foi chegando de mansinho
Conseguiu nos conquistar
Foi uma mestra foi humana
Na arte de ensinar,



Aperfeiçoamo com você a interdisciplinaridade
Palavra muito difícil
De se pronunciar
Bicho de 7 cabeças
Que todos vamos desvendar.



Aprendemos com clareza
Que tudo isso não se ensina
Isso a gente vive
Exerce pode apostar
Embora exija comunicação
Você precise falar.



Temos que analisar
Com cuidado com carinho
A realidade de cada aluno
Ou seja cada cidade
É nossa obrigação
Trabalhar a realidade.


A solução de um problema
Nós poderemos encontrar
Em várias disciplinas
Você pode apostar.



De forma mediadora
Vamos então avançar
Somos a turma da E J A
Vamos botar pra quebrar.


Interagir tudo
É nosso dever
Respeitando a cultura
O seu modo de pensar
Afinal cada um
Tem sua forma de trabalhar.


Esse é nosso dever
Você pode acreditar
Respeitando os colegas
Trabalhando em união
Somos educadores
O futuro da nação.


Formadores de opinião
É o que somos ao ensinar
Precisamos ser humilde
Pra o sucesso conquistar
O sol brilha pra todos
Isso em qualquer lugar.



Piaget e Morin chegaram a conclusão
Trabalhar interdisciplinaridade
É renovação
Quem sou eu pra duvidar
Dessa sábia decisão.


Japiaçu também falou
Da interdisciplinaridade
Pra ele consiste...
Em um trabalho de verdade.


Ivani Fazenda
Também deu seu parecer
Desenvolver as capacidades
É o segredo
É o dever.


Belline e Ruiz
Valoriza a cultura
Isso é democracia
Que chega para mudar
O pensamento do povo
Seja em qualquer lugar.


Para a gente foi esclarecido
A democracia na escola
Eleição para diretor
Com a participação dos pais
Isso será beneficio
Para o nosso município
A familia na escola
Será um grande incentivo
Educação para todos
Esse é o objetivo.


Está de parabéns
O nosso secretário
Francisco do Pontal
Filho do nosso lugar
Trazendo ideias novas
Pra educação melhorá.



A MH Consultoria
Queremos agradecer
Na pessoa de Humberto
O diretor presidente
Que hoje se encontra aqui
No meio de tanta gente.


Também agradecemos
A equipe em geral
Obrigada pelo incentivo
A aprendizagem foi legal
E quando ficávamos cansados
Tinha o relaxamento
Com a professora Ladja
E chueque em poesia
Trazendo aos nossos corações
Paz e alegria.


Também não deixaremos de agradecer
A nossa coordenadora local
Que sempre esteve presente
Auxiliando...legal
Estou falando de jocielma
Que é do E J A municipal.


De Zé Raimundo
Nós também vamos falar
Da sua camisa rosa
É difícil não lembrar
Zé! você é um cara bacana
Que muito contribuiu
Foi um bom secretário
Isso muita gente viu.


Queremos agradecer
Ao nosso violonista
Que aqui deu uma canja
Nos tornando repentistas
Luzinaldo é o seu nome
Um verdadeiro artista.

Para fechar nosso repente
É de prache...Não podemos esquecer
De agradecer ao prefeito
Pela nossa educação
Indiaroba é exemplo
Quase em todo estado
Tudo isso agradecemos
À você joão Eduardo
Prefeito de sangue novo
Que governa pra o bem do povo.

A menina sofrida!

Cordel


Menina

Joana era uma menina!
Sofrida como ninguém!
Vivia com os pés descalços,
Parecia moleque macho.

Desde pequenininha,
Foi criada com rigor.
Sua mãe também sofrida,
Só vivia no labor.


Logo de manhãzinha.
Pra o riacho ela ia
Botava tirava covo
Dali saia o sustento,
Era grande o seu lamento

A mãe era lavadeira
Tinha que trabalhar
Saia bem cedo de casa,
Pra o dia inteiro labutar.

Cansada dessa vida
Resolveu se arrumar,
Foi morar com um vaqueiro
Que vivia a lhe cercar.

Joana nada gostou
Mais tinha que agüentar
Se era, seu destino,
O que podia falar.

O vaqueiro Zé pimenta
Caiu logo na bebedeira
Já quase não trabalhava
Vivia a fazer besteira.

Zefa se apaixonou
Pois nada daquilo via
Ele só vivia bêbado
Joana era quem sofria.

Um dia ele acordou
Por volta do meu dia
Levantou tirando onda com a pobre da Joaninha.
Bote logo meu de-comer
Moleque macho da peste
Isso é falta de homem
Ainda vou lhe pegar.


Ela disse deixe disso
Respeite-me, por favor,
Você é marido da minha mãe
E tem que me dar valor.

Menina abusada!
Que marido que nada!
Venha logo pra meus braços,
Que quero te dar um amasso.

Zefa ia chegando
E ouviu a confusão
Escondeu-se atrás da casa
Com um porrete na mão.

Joana disse: respeite-me!
Se não conto pra mamãe.

Sua mãe já está velha
Não me serve muito não.
As pernas são cheia de veias
Parece um furacão.

É um maracujá de gaveta
Barriga de botijão
Os peitos já estão moles
Parece com uma peneira
Que só se ver buraqueira.

Safado! Não fale assim
Da mulher que te sustenta,
Se você falar de novo; vou lascar a sua “venta”.
Retire o que você disse!
Se não vai se arrepender!
Lasco sua cabeça no meio,
E faço cuia pra vender.


Você é uma boboca,
Ela não gosta de ti.
Ela mim ama menina!
Não vai acreditar em você
Bote logo meu de-comer.


Cansada de escutar
Aqueles insultos maldosos
Zefa entra de supresa
Pra susto de Zé pimenta
Com um porrete na mão
Que ela lhe envia nas ventas
Deixando a casa sangrenta


Ele disse: deixa disso, estava apenas a brincar.
Sua filha exagerada, já queria me matar.

Joana disse:
Mentiroso de uma figa
Mãe! Ele estava a me molestar
Bote esse cabra pra fora
Pois senão!
Dele eu arranco-lhe as tripas a fora.

Zefa já azuretada
Gritou para o seu marido
_Escutou o que ela disse!
Puxe daqui pra fora.
Minha raiva é tão grande
Que nem sei o que dizer
Você é um bandido!
Eu podia tirar seu coro
Pelo buraco do umbigo.


Querer pegar minha filha
Capar-te era um bom castigo
Sabia? Seu Zé Ruela.

O homem saiu correndo
Sem nem olhar para trás
Pois a Zefa!
Não tava pra brincadeira
E ele sabia que tinha feito besteira.

As duas ficaram sós
A labutar nessa vida.
Pois como diz o ditado,
Melhor viver só,
Do que mal acompanhado.



Cordelista: Alda Cristina

A cabrita roubada

Uma senhora idosa
Mãe de treze filhos
Nada possuía na vida
Além de uma cabrita
Que tinha sempre a mercê


Seu filho mais velho
Logo cedo acordava
Para tirar o leite
Da cabrita que criava

Dali tirava o sustento
Para cada dia
Á amanhecer
Mais um dia ela foi roubada
Uma tristeza a acontecer

Dona Maria Limunda
Foi logo ao delegado
Para a queixa lhe fazer



Lá chegando foi dizendo:
_Escute seu delegado
O que tenho a lhe dizer
Na periquita eu nascir
Na periquita me criei
Nela tive muitos filhos
Mais nunca, porém roubei.


Na periquita sou valente
Deixo todo mundo contente
Ganho o meu sustento
Ninguém nunca me viu roubar

Os policiais riram
Achando ela ousada
Mais a periquita falada
Era o nome do povoado
Que Maria Limunda morava

O delegado então
Fez o suspeito
O ladrão
Pagar a cabrita da velha
E ainda lhe dar duas dúzias de leitão
Ela comprou a cabrita de volta
Para garantir o pão

Autora: Alda Cristina

Paródia (meio ambiente) música: Menino de rua.

Vou pedir para vocês
Meu povo do meu Brasil
Não jogue lixo nos rios
Cuide da Fauna e da Flora
Brasileiros por favor
Para cuidar dessa terra
Conto com ajuda sua.

Ta ouvindo ...ta ouvindo!

É no meio ambiente
Que encontramos nossos frutos
Seja da terra ou do mar
Isso em qualquer lugar
Por isso peço oh! galera
Não jogue por ai latinha
Ferro velho e papelão.

Se ligou não foi!

Quando andamos pela rua
Todo mundo só reclama
É esgoto a céu aberto
Casa enchendo de lama
Me desculpe meu amigo
A causa desse perigo
Não esqueça que é sua.

ta escutando! ta escutando...

O meio ambiente está de um jeito
Que não encontramos mais as matas
Os animais estão fugindo
Muitos morrem nas estradas
Os peixes morrem no mar
O povo não quer cuidar
Dos nossos rios e do ar.

Vamos cuidar gente! vamos cuidar...

Veja só no quer que deu
Chove de noite de dia
Cidades debaixo da água
Uma grande agonia
Pra mudar a situação
Peço a sua colaboração
Todos juntos em ação.

Se ligue ai meu irmão! se liga...

Meu amigo cidadão
Me faça esse favor
Sou filho da natureza
Sei que você também é
Então faça a sua parte
Vamos pará de poluir
Sei que você é capaz.

então manda ver...


Vem logo cidadão
Faça-nos esse favor
Somos todos consciente
Que a natureza tem seu valor.

Refrão:

Se todos não ajudar
O meio ambiente, não vai ficar
Do jeito que Deus criou.(bis)