Naquela cidade, todo mundo tem medo de Túlio ele é um policial linha dura, não gosta de nada errado.
Bandido com ele não tem vida longa!
Um dia ele estava fazendo a ronda diária, quando ouviu uns gritos:
_ Socorro! Socorro me acudam!
Ele não conversou montou em seu cavalo e seguiu os sons dos gritos, era uma casa de construção antiga parecia um labirinto.
Ele estudou uma forma de entrar pelo telhado pois as portas estavam trancadas, mas os gritos continuavam:
_Socorro! Por favor me solte! Não faça isso comigo!
Ele imaginou que o marido maltratava a mulher, não tinha outra explicação já que as portas estavam trancadas. Com muita dificuldade subiu no telhado foi uma luta o telhado era bem feito teve que entrar pela chaminé igual a papai noel.
Como eu havia dito antes a casa parecia um labirinto ele precisava se situar para descobrir onde se encontrava a mulher em apuros.
Depois de uma rápida observação descobriu que vinha de uma das portas de um longo corredor. Então sacou o seu revolver e como um gato caçando um rato foi a procura dos gritos de desespero.
Justo quando ele chegou lá o bandido pulava por uma alta janela e fugia.
No quarto havia uma jovem senhora amarrada com lençóis toda ensangüentada com aparência de estupro, o policial olhou para ela com aquele olhar de vai ficar tudo bem, e pulou a janela em busca do miliante. Ligou para a delegacia para pedir socorro pra senhora e continuou a perseguir o sacrapanta.
Para ele era uma questão de honra botar as mãos naquele moleque maldito.
O rapaz corria igual a mula de padre rasgando mato a dentro, mais Túlio e seu cavalo estava no encalhe dele.
Dos olhos do policial saia faísca de ódio pois aquela jovem Senhora era a viúva de um grande amigo seu, a quem ele tinha muita estima, só não sabia como ela tinha ido pará ali.
Era uma moça que se dava ao respeito, o próprio policial a desposaria se não tivesse feito uma promessa ao amigo de cuidar da moça.
Após algumas horas já cansado e vendo que o policial não desistiria o miliante se rendeu a caçada.
Para desespero do mesmo o policial amarrou-o pela cintura e e fez ele fazer todo percurso de volta ao galope do seu cavalo sendo que aqui acolá ele caia pedindo clemência.
Mais para Túlio era assim que deveria ser tratado um estuprador sem dó nem piedade.
Ao entrar na cidade todos batiam palmas para mais um ato de heroísmo daquele justiceiro homem.
Na delegacia ele ficou sabendo que Anne não tinha sido estuprada pois o moleque percebeu a presença do policial, relatou a vitima,mais contou que ele ainda lhe molestou além de espancar-la.
Mais o policial estava intrigado queria saber como ela teria parado ali naquele lugar:
_ O que fazia ali moça? Você sabe que ali é perigoso? Que é refugio de miliantes?
Ela baixou a cabeça e disse: Eu fui até lá com a intenção de encontra-lo.
Ele ficou nervoso e surpreso com a resposta mais permaneceu sério e interrogando.
_ Me encontrar pra que? Por que não veio aqui? Seria mais fácil não?
Ela lhe relatou que sempre ficava de longe admirando a sua pessoa pois descobriu que ele ia até ali todas as tardes, para ela ver-lo de longe era um consolo já que o amava em silêncio.
Aquela confissão a fez soltar um choro preso!
Ele não sabia dos sentimentos da moça e ficou atordoado pois ele também a amava em segredo, então aproximou-se dela e a abraçou dizendo:
_oh! minha bebe! Eu vou cuidar de você.
Ele a tomou nos braços e a beijou com doçura e paixão. Os dois casaram e foram felizes até que a morte os separe.
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