sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A cabrita roubada

Uma senhora idosa
Mãe de treze filhos
Nada possuía na vida
Além de uma cabrita
Que tinha sempre a mercê


Seu filho mais velho
Logo cedo acordava
Para tirar o leite
Da cabrita que criava

Dali tirava o sustento
Para cada dia
Á amanhecer
Mais um dia ela foi roubada
Uma tristeza a acontecer

Dona Maria Limunda
Foi logo ao delegado
Para a queixa lhe fazer



Lá chegando foi dizendo:
_Escute seu delegado
O que tenho a lhe dizer
Na periquita eu nascir
Na periquita me criei
Nela tive muitos filhos
Mais nunca, porém roubei.


Na periquita sou valente
Deixo todo mundo contente
Ganho o meu sustento
Ninguém nunca me viu roubar

Os policiais riram
Achando ela ousada
Mais a periquita falada
Era o nome do povoado
Que Maria Limunda morava

O delegado então
Fez o suspeito
O ladrão
Pagar a cabrita da velha
E ainda lhe dar duas dúzias de leitão
Ela comprou a cabrita de volta
Para garantir o pão

Autora: Alda Cristina

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