Uma senhora idosa
Mãe de treze filhos
Nada possuía na vida
Além de uma cabrita
Que tinha sempre a mercê
Seu filho mais velho
Logo cedo acordava
Para tirar o leite
Da cabrita que criava
Dali tirava o sustento
Para cada dia
Á amanhecer
Mais um dia ela foi roubada
Uma tristeza a acontecer
Dona Maria Limunda
Foi logo ao delegado
Para a queixa lhe fazer
Lá chegando foi dizendo:
_Escute seu delegado
O que tenho a lhe dizer
Na periquita eu nascir
Na periquita me criei
Nela tive muitos filhos
Mais nunca, porém roubei.
Na periquita sou valente
Deixo todo mundo contente
Ganho o meu sustento
Ninguém nunca me viu roubar
Os policiais riram
Achando ela ousada
Mais a periquita falada
Era o nome do povoado
Que Maria Limunda morava
O delegado então
Fez o suspeito
O ladrão
Pagar a cabrita da velha
E ainda lhe dar duas dúzias de leitão
Ela comprou a cabrita de volta
Para garantir o pão
Autora: Alda Cristina
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