sábado, 9 de agosto de 2014

NÃO JULGUE TUDO QUE VER!

O namorado esperando
Minha amiga na janela
viu quando alguém se aproximou
Dando lhe um beijo e um abraço
Desconfiado  ficou.


Pois a namorada não foi
Nem um pouco indiferente
Correu e abraçou o moço
Sorri dente e contente.



Ele ficou a matutar...
Quem seria o delinqüente?
Pois tem brinco na orelha
E uma pedra nos dentes
Mais não tem jeito de baitola
Nem parece com ela
Por isso não é parente.


Depois de muito abraça-lo
Foi ela pra casa de mamãe
Me dá beijo babado
Imagina se eu ia querer
Fiz de conta que era uma estranha
E me tranquei no quarto a beber.


Depois que percebi
Que ela tinha se ido
Sair na ponta dos pés
E seguir a mal caráter
Na é que o delinqüente
Apareceu ali de novo
Agora não era na rua
Era na casa de meu sogro.

Eu não pude suportar:
E gritei velho safado!
Está amoitando ele aqui?
Quer que eu case com sua filha?
Saiba que pra corno!
É que eu não nasci!
O casamento ta desfeito!
Fica com essa puta pra ti.



O velho não entendeu nada
E chamou a Mariana
Disse:_O que foi menina?
Que você fez por ai?
Perder um casamento desse!
Com o filho de seu Crispim.

Ela disse:
_Eu não sei painho
Não fiz nada eu te juro
O único homem que cheguei perto
 Foi o meu tio Filisberto.


Ah! agora entendi!
Vamos lá pra eu resolver
Que moleque besta
Ter ciúme do seu tio
Vamos desfazer
Esse mal entendido
E seu casamento
Com ele ta garantido.


E assim o velho fez
Acabando de vez
Com o ciúmes de Juarez.
E fazendo  o casamento
Pois como ele mesmo disse
Em palavras grosseiras
Donzela Mariana já não era
E a culpa?
não era só dela.

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