Ciumenta como ninguém
Assim era aquela mulher
Desconfiava de tudo
E vivia a prometer
Se me trair vai morrer.
Pensando não ser assim
Pedro foi para farra
Curtir um pouco os amigos
Ele não tinha inimigos
Pois era um homem bom.
O que ele esqueceu
Foi que aquela mulher
Que ele venerava tanto
A ponto dos amigos desprezar
Iria beber seu sangue
Naquela festa inocente.
Todos estavam alegres
Por Pedro se encontrar ali
Sua chefe quando viu
O contador de piadas
Deu-lhe um abraço inocente
No meio de toda gente.
De repente entrou ali
Sua senhora valente
Aquilo não era amor
Pois sem nem um pudor
Descarregou o revolver
No coração do marido
Que caiu estribuchando
Sem mesmo soltar um grito.
Ela porém o olhou!
E do seu sangue bebeu
Dizendo: te amo amor meu!
Depois olhou...Pra moça!
Que inocente o abraçou
E disse a culpa é sua!
Queria roubar-me ele!
Pra você não perderia!
Prefiro perder pra morte!
Do que perder pra uma vadia.
E assim se acabou Pedro
Um homem de boa índole
Morto por uma louca
Que não sabia que o amor
É confiança também.
Coitada! Não! Era uma doente
Que morreu encadeada
No fundo de uma prisão
Pela sua covardia
De matar pedro um dia
Dizendo ser por amor.
O ciúme exagerado
Onde não há confiança
É fruto do covardia
Que o diabo inventou
Pra confundir o amor.
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